Archive for Maio, 2008
Transgressão controlada
A Concepção (José Eduardo Belmonte, 2006)
A Concepção, o filme, fala do concepcionismo. O concepcionismo não existe – não como está no filme: um instituto, um movimento “organizado” – mas bem que poderia existir. Em todo caso, poderia existir de diferentes maneiras, desde o seu ponto de partida. A questão é: O que pensar de um [...]
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Tags: A Concepção, Belmonte, Biopolítica, Cinema brasileiro, Estado, Subjetividade
Finais de filmes
Estive viajando nesse feriadão. Fui ao campo, levando comigo alguns livros na mochila e algumas imagens de filmes na memória. Comecei a aproveitar o tempo livre para matutar sobre temas mais refrescantes, apenas pelo prazer de ocupar a mente. Uma pitada de cinefilia, talvez - e eu que não me considero um cinéfilo, no sentido [...]
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Tags: Truffaut, Os Incompreendidos, Jean-Pierre Léaud, Angústia, Liberdade, Sartre, Vittorio de Sica, Ladrões de Bicicleta, Neo-realismo, Enzo Staiola
Todas as infrações cometidas por Orson Welles contras as usanças de seu ofício lhe são perdoadas, porque, enquanto incorreções calculadas, apenas confirmam ainda mais zelosamente a validade do sistema.
Dialética do Esclarecimento, p. 106
O capítulo sobre a indústria cultural da Dialética do Esclarecimento conta com uma análise do cinema clássico que pode ser considerada, historicamente, o [...]
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Tags: Escola de Frankfurt, Indústria Cultural, Indiana Jones, Max Horkheimer, Orson Welles, Spielberg, Theodor Adorno
Recebi em meu e-mail um pedido para que assine o boicote contra o artista porto-riquenho Guillermo Habacuc Vargas. Ele foi eleito, na Bienal Costa-Riquenha de Artes Visuais de 2007, entre os seis artistas que representarão o país na Bienal Centroamericana Honduras 2008. O motivo do boicote é o seu estilo, digamos, desumano. Na Bienal de [...]
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Tags: Arte contemporânea, Artes visuais, Bienal Centroamericana Honduras 2008, Eres lo que lees, Guillermo Habacuc, Kierkegaard
A julgar pelo seu argumento, Um Beijo Roubado (Wong Kar-Way, 2007) tinha tudo para ser um filme de amor dos mais açucarados. Açucarados como os doces vendidos por Jeremy, personagem de Jude Law. No entanto, a direção autoral de Wong Kar-Way faz da obra uma experiência das mais interessantes, especialmente para o público que vai [...]
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Tags: Wong Kar-Way, Road-movie, Tempo, Espaço
O que é um bom filme?
Domésticas, o filme (Fernando Meirelles, 2001)
Ao assistir Domésticas, o filme (2001), de Fernando Meirelles, essa pergunta me jogou contra a parede. Por mais que eu me sinta desconfortável com a insistência do diretor em princípios modernosos de montagem (que chegariam a um êxtase em Cidade de Deus, no ano seguinte); por mais que [...]
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Tags: Cinema brasileiro, Montagem, Atuação, Grazielle Moretto, Fernando Meirelles
A nouvelle vague e o cinema novo
Os Cafajestes (Ruy Guerra, 1962)
A postura do cinema novo brasileiro diante da nouvelle vague francesa nunca foi das mais entusiasmadas. No máximo, foi uma postura respeitosa e cheia de ressalvas, como revela o depoimento de Glauber Rocha, junto com outros diretores, em uma edição da revista Senhor de 1962:
É uma inspiração tipicamente neo-decadentista, um movimento [...]
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Tags: Antropofagia, Cinema novo, Glauber Rocha, Nouvelle vague, Ruy Guerra
Na metade dos anos 50, Hitchcock conseguiu fazer um filme que impressiona pela objetividade. Se uma das características mais sólidas do cinema clássico é começar as narrativas com uma apresentação explícita das personagens, o diretor levou essa norma a uma síntese-limite em Disque M para Matar. A primeira seqüência do filme é uma série extremamente [...]
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Tags: Cinema clássico, Hitchcock, Hollywood
Em um momento no qual a maior parte do público do grande cinema é formado por adolescentes ou jovens em torno dos 25 anos, a sessão de estréia de Chega de Saudade, em Goiânia, contou com um bom público na faixa dos 35-50 anos. Nada mais coerente. Desde o argumento até o formato, o filme [...]
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Tags: Bodanzky, Cinema brasileiro, Rede Globo