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	<title>Comentários sobre: Disque M para Matar (Alfred Hitchcock, 1954)</title>
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	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 04:38:22 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Rodrigo Cássio</title>
		<link>http://otransedosmisticos.wordpress.com/2008/05/05/disque_m/#comment-7</link>
		<dc:creator>Rodrigo Cássio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 13:05:16 +0000</pubDate>
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		<description>Rafael: 

Recentemente, assisti ainda a "Os Pássaros", de 1963. Se não me engano, há também nesse filme uma olhada para a câmera de uma das personagens (estou em dúvida se é neste filme ou em outro). Concordo com você que nada disso é gratuito, no sentido de gratuidade que leva o Belmondo a mandar os espectadores se f* em "Acossado". Ao contrário, são detalhes muito bem usados pelo Hitchcock para acentuar as relações tensas entre as personagens. Não diria que isso, propriamente, se trata de experimentalismo, em um sentido forte do termo. Talvez, uma quebra suave da diegese. Por outro lado, pode ser experimentalismo no mesmo sentido pelo qual "Festim Diabólico" é um filme de falsa continuidade (aqui, o experimental parece fortalecer a diegese; seria o caso de um experimentalismo a favor de um tipo de experiência com o filme que, em si mesmo, não é posto em xeque). 

Mas, em todo caso, penso que Hitchcock não poderia ser chamado de clássico sem um certo exagero. Assistindo desavisado seu primeiro filme, "The Pleasure Garden", esse sim, um exemplar de cinema clássico, não é fácil acreditar que se trata do mesmo Hitchcock; o diretor que realizaria filmes de traços tão modernos como "Janela Indiscreta" ou o próprio "Os Pássaros". 

Abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rafael: </p>
<p>Recentemente, assisti ainda a &#8220;Os Pássaros&#8221;, de 1963. Se não me engano, há também nesse filme uma olhada para a câmera de uma das personagens (estou em dúvida se é neste filme ou em outro). Concordo com você que nada disso é gratuito, no sentido de gratuidade que leva o Belmondo a mandar os espectadores se f* em &#8220;Acossado&#8221;. Ao contrário, são detalhes muito bem usados pelo Hitchcock para acentuar as relações tensas entre as personagens. Não diria que isso, propriamente, se trata de experimentalismo, em um sentido forte do termo. Talvez, uma quebra suave da diegese. Por outro lado, pode ser experimentalismo no mesmo sentido pelo qual &#8220;Festim Diabólico&#8221; é um filme de falsa continuidade (aqui, o experimental parece fortalecer a diegese; seria o caso de um experimentalismo a favor de um tipo de experiência com o filme que, em si mesmo, não é posto em xeque). </p>
<p>Mas, em todo caso, penso que Hitchcock não poderia ser chamado de clássico sem um certo exagero. Assistindo desavisado seu primeiro filme, &#8220;The Pleasure Garden&#8221;, esse sim, um exemplar de cinema clássico, não é fácil acreditar que se trata do mesmo Hitchcock; o diretor que realizaria filmes de traços tão modernos como &#8220;Janela Indiscreta&#8221; ou o próprio &#8220;Os Pássaros&#8221;. </p>
<p>Abraço!</p>
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		<title>Por: Rafael</title>
		<link>http://otransedosmisticos.wordpress.com/2008/05/05/disque_m/#comment-6</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 11:59:47 +0000</pubDate>
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		<description>ATENÇÃO: SPOILER SOBRE O FILME TRAMA MACABRA

Rodrigo, dia desses, assisti ao último filme de Hitchcock: Trama macabra, de 1976. Na última cena, a personagem de Karen Black pisca para o espectador. Mas não é um rompimento gratuito de digese. É um modo da personagem revelar ao espectador que, no universo do filme, ela tinha tramado uma farsa. A piscadela da personagem tem uma quebra de objetividade digna dos melhores experimentalismos, porém me parece um grande cumprimento ao público. É um encerramento exemplar de carreira. Hithcock era um pensador da arte, um experimentalista, mas sempre fazia questão de atingir o público, agradá-lo... Deve ser por isso que, no ápice de sua carreira, na década de 1950, os grandes estúdios lhe concediam muita liberdade. 

Abraços!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ATENÇÃO: SPOILER SOBRE O FILME TRAMA MACABRA</p>
<p>Rodrigo, dia desses, assisti ao último filme de Hitchcock: Trama macabra, de 1976. Na última cena, a personagem de Karen Black pisca para o espectador. Mas não é um rompimento gratuito de digese. É um modo da personagem revelar ao espectador que, no universo do filme, ela tinha tramado uma farsa. A piscadela da personagem tem uma quebra de objetividade digna dos melhores experimentalismos, porém me parece um grande cumprimento ao público. É um encerramento exemplar de carreira. Hithcock era um pensador da arte, um experimentalista, mas sempre fazia questão de atingir o público, agradá-lo&#8230; Deve ser por isso que, no ápice de sua carreira, na década de 1950, os grandes estúdios lhe concediam muita liberdade. </p>
<p>Abraços!</p>
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